Tela sobre óleo, sem título. Pertence a Maria Auxiliadora Noronha
Unindo poema e cor Uma moldura, uma tela e o universo inteiro, real e imaginário, se mesclam diante dos nossos olhos. Assim os quadros da artista Neyde Noronha se mostram a seus admiradores, fazendo com que eles se transportem para o limite do objeto, ao mesmo tempo em que dele desembarcam para a criatividade sugestiva do tema. Nesse processo, espectador e obra se identificam e o objetivo da artista de permitir que cada observador faça a sua descoberta, construa a sua interpretação, de acordo com seus anseios, nada é do que saber expressar, e bem, o inconsciente coletivo. Sempre que fala do seu trabalho Neyde Noronha não consegue esconder o entusiasmo pela pintura e, principalmente, pela maneira como os apreciadores da arte vêm se questionando e refletindo sobre a produção artística atual. Considerando que essa busca incessante da arte faz com que os artistas se conscientizem da responsabilidade que têm com o seu trabalho, de forma geral, a artista acredita que " a expressão é uma maneira de assumirmos um compromisso com as pessoas", por isso a sua preocupação em transmitir, através das suas obras, mensagens de paz e harmonia, "apesar das mudanças nas cores, pois o que importa é o conteúdo". Satisfeita com o fato de seus quadros despertarem a curiosidade do público, " pois eles são como livros: a cada momento uma coisa nova é descoberta", Neyde revela que "são coisas desse tipo que motivam e sensibilizam o artista", Sensibilidade, aliás, é uma das grandes particularidades de Neyde, como já escreveu, em certa ocasião, a professora Héris Guimarães, da Escola Nacional de Belas Artes, salientando que " poesia e cor são, portanto, os veículos da artista para dar cormpo às suas idéias e levar avante o seu trabalho". Em uma de suas citações, o poeta Fernando de Aviz escreveu que a pintura de Neyde Noronha,´"na ilusória dominância dos tons verde e violácio, absorve a sublime magia de retratar o arco-íris do grande sonho humano: colorir-se de natureza". Recentemente, numa mostra individual de Neyde, Norma Cavalcanti Rodrigues comentou: " Estamos sempre a exigir-lhe mais. Nada pedimos aos omissos e aos estéreis, mas, sim, de uma hábil e sutil manipuladora da forma, do espaço, e das cores". É conciliando de maneira equilibrada o seu dia-a-dia, que esta artista niteroiense produz seu trabalho.
VIRGINIA CRISOSTOMO- Jornal do Brasil- Edição Niterói -ANOS90
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Melancolia
Uma árvore foi podada Sem vida, tombou No campo fértil da Vida O vazio fez guarida A melancolia se alojou.
Passarinha Sonhadora (Neyde Noronha) Sempre quis ter asas para voar...Se as tenho, não sei por onde elas andam, juro...Sou passarinha dos meus sonhos, das minhas fantasias, dos meus pesadelos, sei mais o quê...Sou alguém que sempre quis voar...E muito além dos meus sonhos sou também quem deseja no limite, no absurdo de cada momento,ousar E sentir a corrente de um amor, não escravo perdido e feiticeiro que sempre me leva a um lugar comum.***** SE NÃO SEI VOAR (Neyde Noronha) Sempre quis ter asas para voar...Se as tenho, não sei por onde elas andam, juro...Sou passarinha dos meus sonhos, das minhas fantasias, dos meus pesadelos, sei mais o quê...Sou alguém que sempre quis voar...E muito além dos meus sonhos sou aquela que deseja no limite, no absurdo, de cada momento, ousar E sentir a corrente de um amor, não escravo perdido e feiticeiro que sempre me leva a um lugar comum.*****